Configurações do Catálogo

6, dezembro, 2010 André Nery 2 comentários

A cada nova versão do Lightroom mais robustos estão os catálogos. A capacidade de conter um número maior de imagens diminui a necessidade de múltiplos catálogos. Embora seja possível trabalhar com vários, conforme a necessidade e o tipo de fotografia de cada um, é preferíel ter um único, principalmente para quem está começando a se aventurar pelo aplicativo.

Uma das principais coisas na hora de criar um catálogo é acertar suas preferências. Se você trabalha em um PC, vai encontrar essa opção no menu Editar > Configurações do Cátalogo (Edit > Catalog Settings). Já no Mac, essa opção está no menu Lightroom >  Configurações do Catálogo.

Na aba “Geral”, vocês encontarão o nome do catálogo, sua localização e tamanho. Na janela abaixo aparecem as opções de back up deste catálogo. Escolha uma delas, pois você não deve ficar sem uma cópia de segurança. Lembre-se que esta cópia contem apenas os arquivos XMP e não as imagens, as quais precisam de uma outra estratégia de back up.

Mas o motivo deste artigo é a terceira aba, “Metadados”. Por padrão, apenas as duas primeiras opções estão marcadas. Minha sugestão é que você habilite também a terceira: gravar alterações automaticamente no XMP. Dessa forma, qualquer coisa que for feita na foto vai poder ser visualizada tanto dentro do Lightroom como no original. Significa que se você abrir essa imagem no Photoshop para alguns retoques mais pesados, por exemplo, vai enxergar todas as alterações feitas até então. Se a opção não estivesse clicada, você veria a foto como ela foi ela foi obtida.

O motivo de ela não estar marcada é por que a Adobe alega que isso deixa o programa mais lento. Faz sentido, uma vez que o aplicativo precisa escrever as alterações no original também, mas eu não vejo muita diferença. Outra vantagem de poder enxergar todas as alterações no próprio arquivo é que se você precisar importar as imagens para um outro catálogo ou tiver que refazer o próprio e não tem um back up, não vai perder tempo editando e tratando as imagens novamente, pois todas as alterações estarão anotadas no XMP.

Essas alterações sempre nos são apresentadas como opções e podemos voltar atrás em qualquer momento. Mesmo em arquivos JPEG, que não tem XMP, existe um espaço no cabeçalho do arquivo que permite anotar essas informações.

Se você preferir, uma maneira de fazer isso para algumas fotos apenas é selecionar as imagens e acessar o menu Metadados > Salvar metadados em arquivo (Metadata > Save metadata to file). O atalho é CTRL / CMD + “S”.

O que torna o Lightroom tão eficaz?

12, novembro, 2010 André Nery 4 comentários

Recebi o convite do Robson e é com muito prazer que passo a escrever uma coluna aqui.

Provavelmente vocês já utilizam o Lightroom com frequência e sabem que ele é uma ótima ferramenta para os fotógrafos.

Aprende-se muito sobre ele na web, mas antes de começar a mostrar algumas dicas, gostaria de iniciar com algo não muito comentado: por que este programa é tão prático para quem lida com fotos, independente do seu conhecimento fotográfico.

A ideia de trazer todas as ferramentas de um fluxo de trabalho em um único aplicativo não é tão nova assim, afinal as reuniões na Adobe começaram em 2002. Até seu lançamento oficial em 2007, a maneira de trabalhar com as imagens não era muito lógica e sempre foi demorado ou pouco prático encontrarmos as fotos em nossos discos.

Com a chegada do Lightroom, que reune as ferramentas do Photoshop associadas a um banco de dados e uma lógica diferente, temos hoje uma produtividade muito melhor.

A possibilidade de importar as imagens, tratar e já produzir algum resultado através de seus módulos de saída de maneira rápida e eficiente é para mim a grande vantagem destes programas que hoje gerenciam os acervos fotográficos. Quem lembra da maratona que era produzir um slideshow das fotos da viagem usando para isso o Photoshop e mais um programa para fazer a montagem da apresentação sabe do que eu estou falando.

O fato de ter uma interface mais simples, tendo a imagem como centro de tudo, facilita aqueles que estão começando, pois dispensa memorizar aquelas inúmeras opções de menu.

Mesmo trabalhando há anos com o Lightroom, fico maravilhado como consigo achar a foto que eu quero em poucos cliques. Em uma das aulas, fui mostrar essa funcionalidade para os alunos e acabei emocionado com o resultado. Precisava encontrar uma foto do meu filho jogando tênis para um porta-retrato no quarto novo dele.

Como ele tem torneio a cada duas semanas, acabo tendo muitas imagens e simplesmente me preocupo apenas  em catalogar os arquivos e guardá-los. Selecionei a opção todas as fotos do catálogo e fiz uma busca por “Gabriel”. Apareceram 654 fotos de um universo de mais de 20 mil imagens.

André Nery | Lightroom sem Segredos

André Nery | Lightroom sem Segredos

Ainda que tenha diminuido, o número de imagens ainda era alto. Filtrei mais uma vez, dessa vez por estrelas, e logo o número caiu para 17.  Foi muito legal ver as melhores fotos dele naquele ano separadas do resto.

André Nery | Lightroom sem Segredos

André Nery | Lightroom sem Segredos

Um pequeno ajuste no filtro e acabei com três imagens, onde rapidamente escolhi uma para impressão.

André Nery | Lightroom sem Segredos

Antigamente eu levaria horas até encontrar todas as pastas, abrir os arquivos, selecionar as melhores para então definir uma escolhida. No Lightroom, com dois ou três cliques estava tudo resolvido, sendo que a maioria das imagens nem estava mais no disco rígido.

Poder visualizar fotos que estavam fadadas a passarem a eternidade em discos de back up de maneira tão rápida e fazer com que todo o processo fotográfico (captação – edição – tratamento – saída) faça sentido é um dos principais fatores do sucesso do Lightroom. E que traz um pouco de emoção a esse processo tão tedioso.

Categories: Colunas, Lightroom sem Segredos Tags:
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