Lightroom 5 BETA
Ontem a Adobe liberou para o público o download da nova versão Beta do Lightroom. Antes de partir para a minha análise e primeiras impressões, vamos a avisos importes:
- Uma versão BETA NÃO ESTÁ PRONTA PARA O USO. Baixe e use APENAS PARA TESTAR.
- Seus catálogos das versões anteriores NÃO SERÃO IMPORTADOS. Essa função será ativada quando o produto estiver pronto. Por enquanto é SOMENTE PARA TESTES.
- Não é garantido que quando a versão final for lançada, o tratamento aplicado tenha o mesmo resultado. Portanto USE APENAS PARA TESTES!
- Se você ainda quer testar, o download pode ser feito neste link: http://labs.adobe.com/technologies/lightroom5/
Novidades resumidas:
- Filtro radial
- Pré-vizualizções inteligentes
- Por em pé
- Remoção de manchas avançada
- Melhoras nos módulo Livro e Apresentação de Slides
Liberado o download do Lightroom 4.4 Release Candidate
Como de costume, a Adobe liberou o download da nova versão do Lightroom e do ACR.
Nesta atualização as novidades são a correção de bugs, nove novas câmeras e melhorias no algorítmo usado para decodificar arquivos RAW das câmeras da Fuji com sensor X-Trans
Bugs corrigidos:
- Problema na ferramenta de corte quando usada em conjunto com a caixa “restringir corte” no painel de correções de lente.
- Imagens de fundo não eram renderizadas corretamente no módulo Livro
- O perfil de lentes para a Sony RX-1 não continha informações de vinhetas
- A pre-visualização de fotos verticais era borrada na tira de filme (Apenas no Mac OS)
- Indicadores nas pilhas mostravam contagem incorreta quando criando uma pilha usando pilhas já existentes
- A barra de rolagem dos filtros, na biblioteca, não era renderizada corretamente
- Tons automáticos não estavam trabalhando direito quando usado em conjunto com o ajuste de exposição (Apenas no Windows)
- O botão Preto e Branco não criava um item no histórico (Windows Somente)
- As leituras de valores de RGB eram especificadas no espaço AdobeRGB ao invés do espaço linear ProPhoto. Isto acontecia quando trabalhando com a prova virtual
- Adicionar uma página era inconsistente no módulo Livro, dependendo do método usado para adicionar uma página
- O estado da caixa “Remover desvio cromático” não era persistente entre as sessões do Lightroom
Novas câmeras com suporte no Lightroom 4.4 RC
- Canon EOS 1D C
- Casio Exilim EX-ZR700
- Fujifilm X100s
- Fujifilm X20
- Hasselblad Lunar
- Leica M
- Nikon 1 V3
- Nikon 1 S1
- Pentax MX-1
As câmeras da Fujifilm que são equipadas com o sentor X-Trans tiverem uma melhoria no algorítimo de demosaic. As câmeras afetadas são a X-Pro1, X-E1, X100S e X20. O site Dpreview fez um ótimo comparativo dessas melhorias.
Como de praxe, esta é uma versão Release Candidate e não estão finalizada. Atualize somente se souber o que está fazendo, não há garantias do perfeito funcionamento desta versão.
Erro “O catálogo do Lightroom não pode ser aberto”
Apesar da estrutura do catálogo do Lightroom ser bem robusta, em algumas situações podem acontecer problemas. Um erro comum é a mensagem “O catálogo do Lightroom denominado [Nome do seu catálogo] não pode ser aberto porque já está aberto em outro aplicativo. Saia da outra cópia do Lightroom antes de tentar iniciar” quando tentamos abrir o programa depois de uma queda de energia ou um travamento que nos força a reiniciar o computador.
Se tentarmos clicar em “Continuar” nada acontece, e caso tente-se clicar em “Escolher um catálogo diferente” a seguinte tela surge:
Porém ao tentar abrir o arquivo, voltamos para o erro anterior. Parece que o problema não tem solução, mas na verdade, é bem simples. Basta abrirmos a pasta onde está gravado o arquivo do Catálogo, normalmente fica em “Minhas Imagens” dentro de uma pasta Lightroom:
Observe que dentro desta pasta, além do arquivo do seu catálogo, facilmente identificável pelo ícone do Lr, há um arquivo com exatamente o mesmo nome, porém terminado em .lock . Este arquivo é gerado pelo Lightroom enquanto está trabalhando, para evitar que outro instância do programa tente abrir o mesmo catálogo. Em alguns casos, um travamento ou uma queda de energia pode deixar esse arquivinho para trás, gerando o problema. Basta então apagá-lo, e o Lightroom deverá abrir na próxima tentativa, quando fará uma verificação na estrutura do catálogo para ter certeza que está tudo ok:
E se tudo der certo, você poderá continuar utilizando o Lightroom normalmente!
Entendendo como o Lightroom trabalha com pastas e arquivos
Uma dúvida simples, mas recorrente, entre novatos no Adobe Lightroom é a forma como as pastas de fotos são tratadas pelo programa.
Assista nesse vídeo uma rápida demonstração de como manter seus arquivos em ordem e como evitar o famigerado ponto de interrogação (?) na biblioteca do Lightroom, e resolver esse problema caso aconteça.
Atenção: Letras pequenas, melhor assistir em tela cheia!
Lentidão no LR4: Preferências corrompidas podem ser a causa
Para algumas pessoas o Lightroom 4 apresenta problemas de velocidade. Apesar das últimas atualizações corrigirem vários bugs, há um problema que pode atrasar sua vida com o programa.
Caso o arquivo de preferências do Lightroom esteja corrompido, o programa vai funcionar, porem com uma certa lentidão. Para corrigir esse problema, siga os seguintes passos, informados por um funcionário da Adobe (Windows Vista/Windows 7):
- Clique no botão Iniciar
- Digite %appdata% na caixa de pesquisa e aperte ENTER
- Clique duas vezes na pasta Adobe
- Renomeie a pasta “Lightroom” para “LightroomVelho”
- Clique no botão Iniciar
- Digite %temp% na caixa de pesquisa e aperte ENTER. A pasta temporária do computador será aberta
- Certifique-se que está na pasta TEMP e apague todos os arquivos dela.
Feito isso abra o Lightroom e verifique se está mais rápido. Se não houver diferença, renomeie a pasta “LightroomVelho” novamente para “Lightroom” e pare por aqui, você não está sendo afetado por este problema. Em caso afirmativo feche o programa, siga os seguintes passos abaixo para recuperar seus presets, que devem ter sumido com o procedimento:
- Clique no botão Iniciar
- Digite %appdata% na caixa de pesquisa e aperte ENTER
- Clique duas vezes na pasta Adobe
- Renomeie a pasta “Lightroom” para “LightroomVelho-2″
- Renomeie a pasta “LightroomVelho” para “Lightroom”
- Abra a pasta “Lightroom”
- Abra a pasta Preferences dentro dela
- Renomeie o arquivo “Lightroom 4 Preferences.agprefs” para “Lightroom 4 Preferences Velho.agprefs”.
Abra o Lightroom e teste novamente a velocidade, que deve estar OK. Seus presets também devem estar funcionando normalmente.
As suas preferências vão ser redefinidas para o padrão, então não esqueça de ir em Editar > Preferências… e ajustar novamente. Plug-ins de terceiros podem sumir também, nesse caso reinstale os plug-ins conforme as instruções do fabricante original.
Se encontrando no geotagging – Pt. 3
Agora que você já leu a parte 1 e a parte 2 desta série, já sabe como usar o geotagging em suas fotografias. Nesta última parte, vamos usar o Lightroom para criar marcações no mapa em nossos lugares favoritos.
No lado esquerdo do módulo de Mapa, existe o painel de “Locais salvos”. Esse painel lista os locais que deixamos gravados para um acesso rápido. Para marcar um novo local, posicione o mapa sobre a região que você deseja gravar e clique no botão + no painel:
Uma nova tela vai surgir, onde é possível digitar um nome para o local e definir um tamanho para a área. Uma outra opção não tão auto-explicativa é a caixa “Privado”: Esta opção é útil para proteger a privacidade de certos locais. Quando marcamos um local como privado, sempre que exportarmos fotos e elas estiverem dentro deste lugar, o Lightroom vai remover as informações de localização do arquivo, de maneira a não revelar onde a foto foi feita.
Ao criar o seu local, a quantidade de fotos feitas dentro dos limites desse lugar será exibida ao lado do nome do local, no painel à esquerda da tela. Ao lado desse número, uma pequena seta permite que você leve o mapa instantaneamente ao local salvo.
Além dessa conveniência, os locais salvos servem como filtros na biblioteca:
Usando a opção de filtros por Metadados, podemos clicar no cabeçalho de uma das colunas e selecionar a opção “Localização no mapa”, que vai nos listar todos os locais que salvamos, e dessa forma, permitir que sejam separadas as fotos feitas naquele lugar. Útil para quem sempre está em lugares diferentes fotografando!
Essas funcionalidades não se limitam ao Lightroom: Ao exportar imagens para outros lugares, essas informações também são exportadas juntamente com os metadados (exceto para lugares privados ou se a opção de exportar metadados tenha sido desligada).
Por exemplo, o Flickr pode mostrar um mapa com as suas fotos:
Os dispositivos da Apple também são compatíveis com geotagging:
Existem sites, como o Panoramio, que fazem uso extensivo do geottaging. Certamente esta tecnologia estará cada vez mais presente, e num futuro próximo será comum qualquer dispositivo registrar o local das imagens, da mesma maneira como hoje é registrada a data e hora, e usar mapas para organizar e procurar fotografias será algo bem corriqueiro.
Se encontrando no geotagging – Pt. 2
Digamos que você é um fotógrafo de natureza, que faz várias viagens pelo país clicando nossas belezas naturais. Ou então você faz street photos em vários locais diferentes, e deseja usar a função de Mapa do Lightroom 4 para saber onde suas fotos foram feitas.
O caso é que sua câmera não possui função de GPS embutida, mas você tem um aparelho como este aqui:
Então não há problema! Basta levar esse aparelho consigo ao fotografar e mante-lo ligado. O seu trajeto será gravado na memória do GPS junto com informações de data e hora.
Ao retornar para seu computador, use seu programa favorito para acessar as informações de seu aparelho GPS. Eu recomento o TrackMaker, um programa gratuito que funciona com a maioria dos aparelhos de GPS.
Depois de baixar os dados, salve-os no formato GPX (GPS Exchange). Esse é o formato que o Lightroom entende, e é um formato padrão para informações de posição. Imagine que o GPX está para posições num mapa como o JPG está para fotos e o MP3 está para música.
Agora é a hora do Lightroom. Importe suas fotos normalmente, selecione-as e vá para o módulo de Mapa. Clique no botão “Tracklogs de GPS” e selecione a opção “Carregar tracklog”. Abra o arquivo GPX que você salvou:
O mapa irá mostrar uma bela linha com o caminho que você percorreu. Se isso não aconteceu pode ser que seu GPS tenha dividido seu caminho em várias trilhas, se isso aconteceu basta clicar no menu “Caminho” e selecionar “Todos os caminhos”: Pronto, problema resolvido.
Agora a parte fácil: Basta selecionar suas fotos, clicar novamente no menu “Tracklogs de GPS” e usar a opção “Marcar automaticamente fotos selecionadas”. O Lightroom irá encontrar o local exato onde cada foto foi feita usando as informações do arquivo GPX.
E como esta mágica acontece? É bem simples, basta usar a data e hora que a foto foi clicada, encontrada nos dados EXIF da câmera, com a data e hora de cada posição na trilha que o GPS criou. Para que isso funcione corretamente, é muito importante que o relógio da sua câmera esteja correto. (Dica extra: Aparelhos de GPS usam sinais dos satélites para obter a hora correta com máxima precisão, acerte seus relógios por ele!).
Mesmo com os relógios corretos, pode acontecer de por causa de diferenças de fuso-horário (ou horário de verão) haver uma diferença de uma ou mais horas entre a câmera e o aparelho de GPS. Isso pode ser corrigido facilmente usando a ferramenta “Definir deslocamento de fuso horário” no menu de “Tracklogs de GPS”.
Agora que você já sabe como usar suas fotos no Mapa, no próximo artigo mostraremos como usar essa informação para filtrar e encontrar suas fotos. Até lá!
Se encontrando no geotagging – Pt. 1
Quem sempre acompanha os lançamentos das grandes marcas já conhece as câmeras equipadas com GPS. No mercado há alguns anos, essas máquinas conseguem utilizar os sinais dos satélites de posicionamento global para gravar não só a data e hora, mas também o local onde suas fotos foram tiradas.
Com o Lightroom 4, podemos usar essas informações, usando o módulo de Mapa. Quem já tem uma câmera com a função de GPS, seja embutido ou através de acessório, ou até mesmo um smartphone, ao selecionar o módulo Mapa no LR4 já vai ver as suas fotos representadas por bandeiras laranjas sobrepostas a uma imagem de satélite, vinda direto do Google Mapas:
Ao juntar essa informação do local aos metadados, estamos fazendo um procedimento chamado geotagging. O nome vem de geo, radical grego para a Terra, e Tag, etiqueta em inglês: marcar (ou etiquetar) a foto com o local (no planeta Terra) onde foi feita. A sua câmera, ao receber o sinal do GPS e calcular a sua posição, vai gravar nos metadados EXIF da foto, uma informação parecida com esta:
GPS Latitude : 57 deg 38' 56.83" N GPS Longitude : 10 deg 24' 26.79" E
Se você está esquecido das aulas de geografia do primário, latitude é a medida que identifica um paralelo, ou seja, as linhas paralelas ao equador, e a longitude por sua vez identifica os meridianos, as linhas que cruzam o globo de um polo até o outro, e começam no meridiano zero, conhecido como Meridiano de Greenwich. As duas informações são usadas pelo Lightroom e por outros programas e serviços para mostrar no mapa o local exato em que a foto foi tirada.
Mas e se a sua câmera não tem essa função? Não tem problema, podemos usar o mapa manualmente ou usando a trilha de um aparelho GPS separado.
Para colocar as fotos manualmente no mapa, basta arrastá-las da tira de filme para o local correspondente no mapa. O Lightroom se encarrega de encontrar a latitude e longitude do local, e também outros metadados como o bairro, cidade e estado, e trata de preencher os campos correspondentes nos metadados de sua fotografia. Simples assim!
Talvez você não consiga achar facilmente o local onde suas fotos foram feitas no mapa. Nesse caso a pesquisa, no canto superior direito da tela, vai ajudar. Digite um endereço e ele será localizado no mapa para você.
Com as fotos devidamente posicionadas no mapa, nós podemos criar nossos próprios locais salvos, que podemos usar para filtrar fotos na Biblioteca. É bem simples, basta centralizar o mapa no local que deseja salvar, e clicar no botão + que fica na esquerda, no painel Locais Salvos:
Dê um nome para o lugar, e ajuste o raio para que o círculo que representa o local fique ajustado conforme sua preferência e clique em Salvar. Agora, sempre que quiser voltar a este local no mapa, basta clicar na pequena seta ao lado do nome do local no painel da esquerda. Também vai ser possível filtrar as fotos que foram feitas nesse local através da Biblioteca, usando os filtros de metadados:
Agora você já sabe como usar o mapa para saber onde suas fotos foram feitas, como adicionar manualmente as fotos nele e também como usar isso para filtrar fotos na biblioteca.
No próximo artigo, veja como usar um aparelho de GPS para automatizar esse processo. Até lá!

















